O jogo de emoções
Ele era um tipo fechado. Ela, leitora dedicada, devorava cada um de seus poemas. Descrente, ele nunca mais escrevera um só verso. Ela vasculhava o mundo para saber como encontrálo. Conhecedores da paixão que se arrastava, amigos denunciaram onde ele almoçava às sextas-feiras de todas as semanas. Sentou-se à mesa em frente. Imitou cada um dos seus pedidos: do Negroni ao café com chantilly, em separado por gentileza. Ao final ele se levantou e caminhou em sua direção. Deixou em suas mãos a conta e um poema com o nome dela.