Adriana Aneli

Poema · do livro Tempestade urbana

antemanhã

capta nos olhos o que desperta
o que entorpece
voa
sonha
foge
tempestade envenena
sofre
mas fabrica o antídoto
asa de morcego
unha de gata
meia noite em suas garras
amanhece

cidade livre
brilha
a sós