Adriana Aneli

Poema · do livro Tempestade urbana

boas maneiras

não sei nem
quando
esqueci a regência da orquestra
– instrumento mudo que sou
pânico
não se cura com meias mensagens
prisioneira em telhado de vidro
solitária a ferro e a fogo
não sei nem
quanto
posso
refém do nada que entorpece
aguardente derramada
sobre a pele
muito viva
a toalha da mesa cobre a nudez
neste nem sei.