Com açúcar, com afeto
Quando ia se despedindo ela tocou sua mão. Ele perdeu a coragem de dizer que apesar de insistir tanto, apesar de tê-la desejado tanto, dia a dia, mês a mês naquele escritório, que apesar de não conseguir se concentrar quando um raio de sol refletia em seus cabelos, que apesar de todos os bilhetes e de todos os presentes deixados em sua mesa, que apesar da alegria quase insuportável quando ouviu que sim, ela aceitava ir com ele à lanchonete do segundo andar, que apesar de tudo isso ele não toleraria nem um minuto a mais ao lado de uma mulher que coloca cinco colheres de açúcar no pobre do café.